sexta-feira, 23 de julho de 2021

NESTE DOMINGO, COMEMORAMOS O DIA DOS AVÓS

 

No Brasil é costume comemorar o dia dos idosos e dos avós no dia 26 de julho, quando a Igreja celebra a festa de São Joaquim e Sant'Ana, pais de Maria Santíssima e avós de Jesus.

Agora, o Papa Francisco instituiu o dia dos avós, a ser comemorado todos os anos no quarto Domingo de julho. Neste domingo, quando ocorre a primeira comemoração da data, é uma boa ocasião para uma reflexão sobre o seu significado. 

Comemoramos o dia dos avós para manifestar a admiração e a especial homenagem da Igreja aos avós. Eles são as testemunhas da fidelidade de Deus, trazem a memória da fé e testemunhas da vida cristã.

Seu papel na família é muito especial, fazendo o entrelaçamento das gerações e a transmissão dos valores da cultura. O papel dos avós nem sempre é reconhecido na vida social, onde eles são presença junto das novas gerações e agem em tantas iniciativas de solidariedade e voluntariado. 

Não se pode esquecer os avós abandonados e deixados na solidão, vivendo na angústia e amargura. Eles merecem respeito e a justa consideração dos jovens e adultos. O abandono dos avós pelos familiares não é promessa de bênção para quem assim procede. O 4o mandamento da Lei de Deus ensina a “honrar pai e mãe” e, de maneira extensiva, também a “honrar os avós”. A Sagrada Escritura promete vida abençoada a quem honrar os pais.

O Papa Francisco escolheu como tema para esta primeira comemoração do dia dos avós as palavras de Jesus aos apóstolos: “Eis que estou convosco todos os dias.” Os muitos anos já vividos e a fragilidade da vida que se aproxima fazem com que as pessoas idosas ampliem a experiência da vida, mas também os seus limites.

A idade madura e a velhice são oportunidades para viver uma experiência única de amor e proximidade com Deus. A existência humana neste mundo é precária e passa depressa e, por isso, a fé e a comunhão com Deus trazem serenidade e esperança quando o vigor desta vida diminui. 

Os avós são chamados a viver a fé com renovada profundidade e isso será o testemunho que, certamente, vai marcar mais os filhos e netos. Os avós podem falar de Deus às novas gerações a partir de uma experiência já vivida, narrando as histórias da própria fé, bem como a das gerações que nos precederam no caminho da mesma fé.

Os avós, portanto, possuem uma missão importante na comunidade humana e na comunidade da Igreja, que precisa ser valorizada mais e mais em nossos dias. 

O texto acima foi escrito pelo Cardeal Dom Odilo P. Scherer, Arcebispo de São Paulo, que conclui dizendo: “Neste  domingo quero homenagear a todos os avós e pedir a especial bênção de Deus para eles. Que São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus, intercedam por todos! Deus guarde a todos no seu amor de Pai.

terça-feira, 29 de junho de 2021

ISIDORO DE SEVILHA: O SANTO PADROEIRO DA INTERNET

Isidoro, o mais novo de quatro irmãos, nasceu em 560, em Sevilha, na atual Espanha. Seus pais educaram-no, e aos seus irmãos, dentro dos princípios cristãos, que a família vivia intensamente, o que levou todos eles a serem santificados: Isidoro, Fulgêncio, Leandro e Florentina.

Isidoro começou a estudar muito cedo. Ao ser ordenado, começou a trabalhar pela conversão dos visigodos, povo pagão que dominava a região de Sevilha. Teve êxito nessa tarefa e tornou-se arcebispo de Sevilha, cargo que ocupou por quase 40 anos, sucedendo a seu irmão Leandro.

Logo no início do seu bispado, Isidoro organizou núcleos de estudo nas casas religiosas, que são considerados os embriões dos atuais seminários. Sua influência cultural foi muito grande, era possuidor de uma das maiores e mais bem abastecidas bibliotecas da época.

Depois, retirou-se para um convento, para praticar suas obrigações religiosas e também se dedicar intensamente aos estudos.  Era também muito dedicado à caridade. 

No dia 4 de abril de 636, sentindo que a morte estava se aproximando, dividiu seus bens com os pobres, publicamente pediu perdão para os seus pecados, recebeu pela última vez a eucaristia e, orando aos pés do altar, ali morreu.

Ele nos deixou uma obra escrita sobre cultura, filosofia e teologia considerada a mais importante do século VII:   uma enciclopédia, com 21 volumes, chamada Etimologias.

Deixou também   uma biografia dos principais homens e mulheres da Bíblia, regras para mosteiros e conventos, além de muitos comentários acerca de  livros da Bíblia.

Dante Alighieri cita-o em seu livro A Divina Comédia, colocando-o no Paraíso, onde Dante disse “brilhar o espírito ardente” de Isidoro.

Em 1722, o Papa Bento XIV proclamou Santo Isidoro de Sevilha doutor da Igreja. Em 1997, em função de seu imenso saber, o Papa João Paulo II declarou-o  padroeiro da internet.

É lembrado em 4 de abril, data de sua morte.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

DE ONDE VEM A PALAVRA "CATEDRAL"?

O título de “catedral” é dado às igrejas que são
o “centro” de cada diocese.  A catedral é caracterizada pela presença da cadeira do bispo, tradicionalmente chamada de cathedra (palavra em latim para “cadeira”). O bispo usa essa cadeira ao celebrar a Missa ou outros eventos litúrgicos e ela é usada  com o sentido de "lugar de quem ensina" - daí o uso da expressão "catedrático" no ambiente acadêmico.

Em cada diocese, geralmente há apenas uma catedral, mas, em dioceses com uma área geográfica muito grande, outra igreja pode ser designada como co-catedral.

Agora, outra curiosidade: a catedral da diocese de Roma – a catedral do Papa como bispo de Roma – não é a Basílica de São Pedro, embora o Papa celebre muitas missas lá.

São Pedro não pertence tecnicamente à Diocese de Roma, pois está localizada no estado independente, que é a Cidade do Vaticano. 

A catedral da diocese de Roma é São João de Latrão, mais conhecida como Basílica de São João de Latrão. Alguns Papas residiram no Palácio de Latrão, ao lado da Basílica de São João de Latrão, antes da construção da residência papal do Vaticano.

A foto acima mostra a Basílica e o Palácio (é o edifício amarelo).

domingo, 28 de março de 2021

NÚMEROS DE NOSSA IGREJA EM 2019 SÃO MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO

O Serviço Central de Estatística da Igreja acaba de lançar  o Anuário Pontifício 2021 e o Annuarium Statisticum Ecclesiae 2019. As publicações apresentam  informações quantitativas sobre a presença da Igreja Católica no planeta, com base nos números  de 2019.

Vale a pena conhecer alguns desses números:

Católicos são 1 bilhão e 345 milhões

  • A população católica no mundo soma 1 bilhão e 345 milhões em 2019, aumento de 16 milhões (1,12%) em relação a 2018, quando éramos 1 bilhão e 329 milhões - somos 17,7% da população do mundo
  • O crescimento é ligeiramente inferior ao da população mundial (1,8%) - ou seja, proporcionalmente à população mundial, o número de católicos decresceu - isso é uma preocupação

Variação por continente

  • O maior aumento da quantidade de católicos ocorreu na África: 3,4%. Neste caso, o crescimento foi superior ao da população continental (2,7%).
  • O aumento dos católicos também superou o crescimento da população em geral na Ásia (1,3% contra 0,9%) e nas Américas (0,84% contra 0,69%).
  • Na Europa, porém, houve ligeira diminuição do número de católicos em relação à população do continente - isso é uma preocupação

Sacerdotes e diáconos

  • O total de sacerdotes, entre diocesanos e religiosos, continua estável em torno de 414 mil.
  • Houve aumento na África (3,45%) e na Ásia (2,91%), mas queda na América (0,5%) e na Europa (1,5%).
  • Os diáconos permanentes aumentaram 1,5% em relação ao ano anterior, superando 48 mil.

Religiosas

  • O relatório destaca uma grande diminuição de 1,8% do número de religiosas na comparação com 2018, totalizando em 2019 cerca de 630 mil - isso é uma preocupação

Seminaristas

  • Também caiu o número total de seminaristas no mundo: são hoje 114 mil, diminuição de 1,6% em relação a 2018 - isso é uma preocupação
Como vimos, nossos números não são brilhantes - precisamos trabalhar para que nossa Igreja cresça!

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terça-feira, 23 de março de 2021

A BASÍLICA DE SÃO CRISÓGONO, EM ROMA - VOCÊ PODE VISITÁ-LA

Mosaico de São Crisógono

Capella Arcivescovile, em Ravena  
Não há muitas informações seguras, mas parece que Crisógono  foi martirizado em Aquileia, uma cidade do nordeste da Itália; o fato teria ocorrido durante a perseguição aos cristãos movida pelo  imperador romano Deocleciano entre os anos de 303 a 311.

Considerado santo desde tempos imemoriais, há em Roma, no bairro Trastevere, uma basílica dedicada à sua memória.

A Basílica começou a ser construída no século XII, sobre o prédio de uma igreja primitiva, construída no século V, que está seis metros abaixo da atual.

Em 1847, o Papa Pio IX confiou a basílica aos Padres Trinitários, que até hoje cuidam dela. A missão da Ordem dos Trinitários – desde a fundação no século XII – era muito precisa: libertar os cristãos, que naquela época haviam sido aprisionados e escravizados pelos mouros. Estima-se que 900 mil cristãos foram resgatados pelos Trinitários. Na atualidade, dedicam-se à educação, ao atendimento de migrantes e à evangelização.

Na Basílica de São Crisógono repousa também o corpo da Beata Anna Maria Taigi (1769-1837), leiga trinitária e mística do século XVIII, beatificada por Bento XV em 1920. 

Neste link, temos imagens da Basílica, que vale a pena serem vistas.

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SÃO GUIDO, UM GRANDE SANTO


Guido nasceu na segunda metade do século X, em Casamare, perto de Ravena, Itália. Após concluir seus estudos acadêmicos na cidade natal, mudou-se para Roma, onde recebeu o hábito de monge beneditino e retirou-se à solidão. 


Sob a direção espiritual de Martinho, também ele um monge eremita e depois canonizado pela Igreja, viveu observando fielmente as regras de sua ordem, tornando-se um exemplo de disciplina e dedicação à caridade, à oração e à contemplação. Três anos depois, seu diretor o enviou ao mosteiro de Pomposa. Embora desejasse afastar-se do mundo, seu trabalho como musicista era necessário para a comunidade cristã.

No convento a história se repetiu. Era um modelo tão perfeito de virtudes, que foi eleito abade por seus irmãos de congregação. Sua fama espalhou-se de tal forma, que seu pai e irmãos acabaram por tomá-lo como diretor espiritual e se tornaram religiosos. 

Sentindo o fim se aproximar, Guido retirou-se novamente para a tão almejada solidão religiosa. Mas, quando o imperador Henrique III foi a Roma para ser coroado pelo Papa, requisitou o abade para acompanhá-lo como conselheiro espiritual.

Guido cumpriu a função delegada, mas ao despedir-se dos monges que o hospedaram, despediu-se definitivamente demonstrando que sabia que não se veriam mais. Na viagem de retorno, adoeceu gravemente no caminho entre Parma e Borgo de São Donino e faleceu, no dia 31 de março de 1046.

Imediatamente, graças passaram a ocorrer, momentos depois de Guido ter morrido. Um homem cego recuperou a visão em Parma por ter rezado por sua intercessão. Outros milagres se sucederam e os moradores da cidade recusaram-se a entregar o corpo para que as autoridades religiosas o trasladassem ao convento. 

Foi necessário que o próprio imperador interviesse. Henrique III levou as relíquias para a Catedral de Spira. A igreja, antes dedicada a São João Evangelista, passou a ser chamada de São Guido, ou Wido ou ainda Guy, como ele era também conhecido.

A história de São Guido é curiosa no que se refere à sua atuação religiosa. Ele é o responsável pela nova teoria musical litúrgica. Desejava ser apenas um monge solitário, sua vocação original, mas nunca pode exerce-la na sua plenitude, teve que interromper esta condição a pedido de seus superiores, devido ao dom de músico apurado, talento que usou voltado para a fé. 

Quando pensou que poderia morrer na paz da solidão monástica, não conseguiu, mas foi para a Casa do Pai, já gozando a fama de santidade.

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terça-feira, 2 de março de 2021

FREIRA DE MIANMAR FAZ COM QUE QUE POLICIAIS NÃO ATIREM EM MANIFESTANTES

Mianmar, a antiga Birmânia, vem passando por episódios de violência, desde a ocorrência de um golpe de estado em 1º de fevereiro. 

Num desses episódios, quando forças de segurança pretendiam atacar manifestantes, a Irmã Ann Nu Thawng, da Congregação de São Francisco Xavier, decidiu intervir para evitar mais violência:   dirigiu-se aos policiais pedindo calma, e acabou ajoelhando-se diante deles, conseguindo evitar mais ferimentos e mortes. 

O diretor do jornal Gloria News, o primeiro jornal católico online de Mianmar, disse que  “a ação da freira e a resposta da polícia que, ao ver o apelo da religiosa parou, surpreendeu a muitos de nós. Irmã Ann hoje é um modelo para os líderes da Igreja: bispos e sacerdotes são chamados a sair de sua zona de conforto e tomar como exemplo a sua coragem".
As imagens da Irmã vêm correndo o mundo, e sua postura deve ser um exemplo para todos!

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