József Mindszenty (1892 - 1975) foi um cardeal húngaro, que se opôs tenazmente aos regimes ditatoriais, especialmente os comunistas ateus.
Ordenado em 1915, logo destacou-se pelo trabalho junto aos mais pobres, inclusive cuidando pessoalmente da catequese e da assistência religiosa aos ciganos.
Já em 1919, foi preso por algum tempo pelo regime comunista implantado na Hungria. Ordenado bispo em 1944, logo foi preso pelos nazistas, que haviam invadido seu pais, sendo libertado em 1945 ao final da Segunda Guerra Mundial.
Criado cardeal em 1946, logo voltou a ser preso pelos comunistas que haviam passado a governar a Hungria. Foi libertado em 1956, durante uma revolução que tirou os comunistas do poder por um curto espaço de tempo.
Nessa ocasião, asilou-se na embaixada dos Estados Unidos em Budapeste, capital da Hungria.
Somente em 1971 foi autorizado a deixar a Hungria, após um intenso trabalho desenvolvido pelo Papa Paulo VI, tendo dito na ocasião que "a pretensão de construir um mundo sem Deus será sempre ilusória; e isso levará somente ao reforço a união da Igreja com o povo e com todos os que sofrem. Só os que tem medo da verdade temem a Cristo".
Em carta ao Papa disse "Estou pronto para dizer adeus à minha cara pátria, para prosseguir no exílio uma vida de oração e de penitência. Deposito humildemente o meu sacrifício aos pés de Vossa Santidade, persuadido de que o sacrifício mais grave pedido a uma pessoa torna-se pequeno quando se trata do serviço de Deus e do bem da Igreja".
Faleceu em Viena, na Áustria. Em 1991 seu corpo foi exumado e encontrado incorrupto, 16 anos após sua morte; está em andamento o processo de sua beatificação.
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