quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Você sabe por que o crucifixo está à frente da procissão de entrada?

Levada em procissão no início da 
Missa, a cruz processional indica a todos os presentes que é Cristo quem nos mostra o caminho, e como um bom pastor, orienta a direção da marcha.

A pessoa que carrega a cruz é chamado "crucífero", e deve conduzi-la bem alta, para que seja visível a todos na igreja.

Quando o número de acólitos o permite, usa-se também o incensário ou turíbulo; a fumaça gerada pela queima do incenso representa as orações dos fiéis se elevando a Deus. Quem o carrega é chamado "turífero".

Já os "ceroferários", são aqueles que carregam velas acesas, mostrando à assembleia que Cristo é a luz do mundo.

À chegada ao altar, o crucífero coloca a cruz processional em local adequado; após a celebração, durante a procissão de saída, a cruz também vai em primeiro lugar.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Crime: político comanda invasão de igreja em Curitiba


No último final de semana, em Curitiba, um vereador da cidade (Renato Freitas, PT) liderando um grupo de manifestantes invadiu a Igreja Nossa Senhora do Rosário, no centro histórico da capital, interrompendo uma Missa para um ato que reivindicava a apuração da morte de um cidadão congolês que ocorreu no Rio de Janeiro.

Deve-se lembrar que invadir um espaço sagrado, católico ou não é um ato de desrespeito, imoral e criminoso.

O Papa já nos lembrou que Jesus Cristo nunca incentivou a violência ou a intolerância; pelo contrário, sempre condenou o uso da força como está no Evangelho: “Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós” (Mt 20, 25-26).

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

O Cardeal Dom Sérgio da Rocha nos adverte sobre os perigos da moda

O Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, em artigo publicado no jornal "A Tribuna", de 30 de janeiro, nos alerta sobre a ditadura da moda: 

"Andar na moda, adquirindo e consumindo os últimos lançamentos do mercado, torna-se frequentemente o sentido da vida para muitos. A moda não se reduz ao modo de se vestir, embora nele se expresse com particular intensidade. Abrange produtos, costumes e gostos que tendem a se impor e a se padronizar com os modernos recursos de marketing no mundo globalizado. A moda pode se tornar uma espécie de poder que controla e manipula a vida das pessoas e exclui os que não se submetem aos seus padrões. Por isso, muitos já se referiram a uma espécie de “ditadura da moda”, com suas várias facetas.

O modo de vestir-se e de calçar, de comer e beber, de divertir-se, de decidir qual filme assistir ou qual música ouvir, é facilmente marcado pela última moda. As “modas” passam porque não são capazes de saciar a sede de sentido para a vida e de verdadeira felicidade. A equação entre consumir e ser feliz tem alimentado o consumismo, que na prática se revela incapaz de assegurar a felicidade prometida pela aquisição e consumo de bens. É natural que aqueles que vivem em sociedade compartilhem ideias e costumes do próprio contexto histórico e cultural, o que é um fator importante de identidade. Contudo, quando a moda se impõe, especialmente, aliada ao consumo desenfreado, as pessoas acabam perdendo suas notas essenciais, a própria identidade, a liberdade, a capacidade de pensar e discernir criticamente. Arrasta consigo o atrofiamento da singularidade da pessoa humana, obscurecendo o que faz dela “imagem e semelhança” de Deus.

Os modismos favorecem a despersonalização, a perda ou fragmentação da identidade. Um dos aspectos mais fortes da ditadura da moda é a ditadura da beleza ou do corpo perfeito, concebido segundo um padrão estético ideal, objeto de intenso marketing. Tal padrão tem tornado infeliz muita gente que não consegue alcançá-lo, especialmente, adolescentes e jovens que dele se distanciam e, por isso, chegam a entrar em crise, mas até mesmo pessoas idosas que não se dispõem a assumir serenamente as marcas do tempo. O modo como alguém vê a si próprio tem consequências enormes na própria vida. Há quem se avalia e dirige os seus passos unicamente em função do que os outros pensam e dizem a seu respeito, principalmente, sobre a sua aparência física e não a partir de uma justa visão de si mesmo. A ditadura da moda se revela fortemente como ditadura da beleza corporal ideal. O justo cuidado com a aparência pode ser um fator de autoestima e bem-estar psicológico. O excesso no cuidado estético tende a produzir pessoas infelizes, com baixa estima de si.

É importante, hoje, resgatar a simplicidade de viver e o cultivo da beleza que permanece e se fortalece com o passar da idade, deixando-se conduzir por Deus, aquele que permanece enquanto a moda passa."

É útil refletirmos sobre o assunto.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Jesus cumpre a profecia: 4º Domingo do Tempo Comum

O tema da liturgia deste domingo convida a refletir sobre o “caminho do profeta”: caminho de sofrimento, de solidão, de risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é o caminho onde Deus está. 

Esta  liturgia assegura-nos que a última palavra será sempre de Deus: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.

A primeira leitura apresenta a figura do profeta Jeremias. Escolhido,consagrado e constituído profeta por Deus, Jeremias vai enfrentar todo o tipo de dificuldades, mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar a palavra de Deus uma realidade viva no meio dos homens.

A segunda leitura nos fala do amor – o amor desinteressado e gratuito – apresentando-o como a essência da vida cristã. 

Pode ser entendida como um aviso para que nos deixemos guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse. Só assim a nossa missão fará sentido.

O Evangelho apresenta-nos Jesus como profeta, desprezado pelos habitantes de Nazaré, que esperavam um Messias espetacular e não entenderam a proposta profética de Jesus. 

O episódio anuncia a rejeição de Jesus pelos judeus e o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la – sejam pagãos ou judeus.

Jesus já profetizara sua rejeição, conforme dizem, direta ou indiretamente,  os quatro evangelistas: Mateus (13,57), Marcos (6,4) Lucas (4,24) e João (4,44).

O episódio é tão marcante que gerou a frase latina "Nemo propheta in patria" (Ninguém é profeta em sua própria terra), que é usada em inúmeros contextos.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Papa alerta acerca de como usamos as redes sociais



O Papa Francisco divulgou texto referente à 56ª Jornada Mundial de Comunicação Social, que será composta por uma série de eventos que ocorrerão nos próximos meses.

O texto tem como tema “Ascoltare con l’orecchio del cuore”, que pode ser traduzido como “ouvir com o coração”.

 

O Papa foi bastante duro e objetivo, dizendo que nestes tempos de redes sociais, o comum tem sido “origliare”, uma expressão que designa escutar com o objetivo de ter informações para fofocar, falar mal das pessoas – e não “ascoltar”, que tem o sentido de ouvir, compreender, com as pessoas colocando-se frente a frente, o que torna a comunicação boa, humana, leal e honesta.

 

Reflitamos acerca de como usamos as redes sociais.   

 

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

O catolicismo é incompatível com o marxismo e com o comunismo

À medida em que se aproximam as eleições, ressurgem nos debates as ideias de Karl Marx, em boa parte das quais se apoia o comunismo. 

Frequentemente essas ideias são apresentadas ligadas a temas como justiça social, eliminação da pobreza e outros que podem atrair as pessoas. 

No entanto, convém lembrar o que nos diz o padre jesuíta   Nelson Faria,  em artigo publicado em 13 de janeiro pelo portal Ponto SJ, dos jesuítas portugueses.

O Padre Nelson destaca dois pontos que tornam o catolicismo e o marxismo absolutamente incompatíveis: 

1 – A visão de Deus: segundo Karl Marx,  Deus “não passa de um ideal e de uma projeção humana”, negando-se assim a Revelação; além disso, Marx afirma que “a religião é um instrumento de dominação”;

2 – A propriedade privada: o marxismo a considera “um roubo”, enquanto a Doutrina Social da Igreja a considera “intrínseca à dignidade humana e um direito natural”.

Reflitamos e procuremos conhecer as ideias dos possíveis candidatos, à medida em que as eleições se aproximam, lembrando-nos do que disse o Papa Bento XVI:




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domingo, 16 de janeiro de 2022

Muitos crucifixos no pescoço, pouca conversão

O Padre  Gabriel Vila Verde alerta-nos para  o risco de darmos mais prioridade a ritos e símbolos  do que a Deus; disse o Padre: “muitos crucifixos no pescoço, pouca conversão”.

Partindo da liturgia de 13 de janeiro, lembra o Padre que os israelitas foram derrotados pelos filisteus em uma batalha. 

Preparando-se para outra batalha, levaram a Arca da Aliança para o local da luta; no entanto, sofreram outra derrota, perdendo o triplo de homens.  

Segundo o Livro do Êxodo, a Arca era feita de madeira  e coberta de ouro, e continha   as duas tabuas de pedra onde estavam escritos os Dez Mandamentos.  


 

Segundo o Padre, os israelitas consideravam a Arca apenas como um talismã, não como um  objeto de culto, de adoração a Deus. Os israelitas tinham abandonado o culto, pensando que a simples presença da Arca resolveria o problema.

Partindo desses fatos, o Padre traça  um paralelo com posturas de pouca conversão que ocorrem hoje entre muitos católicos, dizendo:  "muitos sacrários, pouca adoração; muitos terços no braço, pouca oração; muitos crucifixos no pescoço, pouca conversão; muitos templos, pouco culto; muita pregação, pouco jejum!"

Por essas razões a Igreja vive tantos escândalos, tantas batalhas perdidas: estamos imitando os israelitas, confiando apenas na presença da Arca.

Mas do que adianta termos a Arca se não fizermos a vontade de Deus?

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