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domingo, 4 de agosto de 2019

NOSSA SENHORA DO DESTERRO


Afirma o evangelista Mateus que, após a partida dos Reis Magos, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a São José e disse: "Levanta, toma o menino, a sua Mãe e foge para o Egito; permanece lá até que eu te avise, porque Herodes procura o menino para o matar. Levantando-se de noite, ele tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito" - Mt 2,13-14.

Não foi uma viagem fácil - Belém dista do delta do Nilo cerca de duzentos e cinqüenta quilômetros; Uma tradição fixa em Macarié, nas proximidades de Heliópolis (Egito), o local da permanência da Sagrada Família. Antigamente calculava-se em sete anos a duração deste exílio. Os autores modernos, porém, acreditam ter sido bem menor. Após a morte de Herodes, São José, avisado pelo anjo, voltou à terra de Israel, mas com medo de   Arquelau, filho de Herodes, fixou-se em Nazaré, na Galiléia.

Muitas lendas se relacionam ao desterro da Virgem Santíssima no Egito, como a da tamareira, junto à qual Maria se sentara para repousar, que se inclinou para que as tâmaras ficassem ao alcance de suas mãos. 

Em nosso país a devoção à Senhora do Desterro foi intensa desde o período colonial, talvez porque os portugueses, deixando a pátria para virem ao Brasil, encontrassem consolo na devoção à Virgem.

A cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina, chamou-se durante mais de dois séculos Vila do Desterro, pois nasceu em torno da capela construída em 1673 por Francisco Bias Velho, que morreu alguns anos depois na própria igreja que fundara, defendendo seu povo contra um ataque de piratas.

Somente após a Revolta da Armada, em 1894, a cidade recebeu seu atual nome em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto.


Jundiaí foi dedicada a Nossa Senhora do Desterro por terem os fundadores precisado fugir de São Paulo em função de perseguições. No teto de nossa Catedral, há uma pintura maravilhosa mostrando a Sagrada Família durante seu desterro.

Nossa Senhora do Desterro é muito venerada na Itália como a "Madonna degli Emigrati" - durante o século XIX, início do século XX, milhões de pessoas tiveram que deixar aquele país fugindo da fome.   

Hoje Ela continua sendo a Mãe Amorosa para todos os que, saudosos de sua terra natal, imploram cheios de fé  seu auxílio a fim de encontrarem paz, compreensão e simpatia em terras distantes - e ainda hoje milhões de pessoas precisam procurar outras terras, em função de guerras, perseguições e fome.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

NOSSA SENHORA DO DESTERRO: CUIDANDO DOS QUE FOGEM DE GUERRAS, PERSEGUIÇÕES E MISÉRIA

Nestes tempos em que tantos são obrigados a deixar seus lares fugindo de guerras, perseguições e miséria, é bom lembrar  Nossa Senhora do Desterro. 

Esse título é atribuído a Maria quando em companhia de José e de Jesus ainda bebê, foi obrigada a fugir para o Egito. Segundo Mateus (2, 13), um  anjo aparece em sonho a  José, dizendo-lhe "Levanta-te! Toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito; demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes procura o menino para o matar".  Eles permaneceram ali cerca de quatro anos  até que José foi avisado em sonho pelo mesmo anjo de que Herodes já havia morrido.

No Brasil, a devoção a Nossa Senhora do Desterro foi muito difundida na época da colonização portuguesa, pois com essa devoção diminuíam um pouco a saudade da terra que deixaram.   As primeiras igrejas em devoção a Nossa Senhora do Desterro foram construídas na Bahia e no Rio de Janeiro; a cidade de Florianópolis chamou-se durante mais de dois séculos Vila do Desterro, pelo fato de ter seu surgimento em torno de uma capela construída em 1673 em devoção a ela. 

A própria Jundiaí é consagrada a ela, pois consta que os que fundaram nossa cidade fugiam de perseguições. Na Itália é venerada como “Madonna degli Emigrati”.

Peçamos a N. S. do Desterro que nos proteja de guerras, perseguições e miséria e em seu nome acolhamos aqueles que aqui chegam fugindo dessas tragédias.

sábado, 17 de março de 2018

O CARMELO SÃO JOSÉ

O Monte Carmelo
Conta a tradição que o profeta Elias vivia em uma gruta no Monte Carmelo, próxima à atual cidade de Haifa,  em Israel, seguindo uma vida  de oração e silêncio. 

Nele, e no seu modo de vida, se inspiraram os primeiros religiosos da Ordem do Carmo, que   surgiu no final do século XI, naquela região.  Mais tarde, uma Regra para a Ordem foi  proposta por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, e aprovada pelo papa Honório III em 1226

Na atualidade, há vários ramos da Ordem do Carmo, dentre eles a Venerável Ordem Terceira do Carmo,   composta  por leigos que se mantém unidos de forma espiritual e fraterna aos  frades contemplativos e às  freiras enclausuradas da Ordem.

Madre Teresa do Menino Jesus
A Ordem está presente em nossa cidade: o Carmelo de São José foi fundado no dia 24 de dezembro de 1944 na cidade de Poá; suas fundadoras, que saíram do Mosteiro de Santa Teresa, em  São Paulo, foram a Madre Teresa do Menino Jesus, as Irmãs Maria do Santíssimo Sacramento e Maria do Rosário e mais três postulantes.

No entanto, não havia em Poá  condições para o Carmelo se desenvolver; com a entrada de uma postulante de Jundiaí e graças ao trabalho do  Monsenhor Artur Ricci, na época vigário decano de nossa cidade, o Mosteiro acabou vindo para Jundiaí, com as carmelitas descalças chegando aqui em 7 de fevereiro de 1950, ficando  instaladas provisoriamente na casa paroquial da então Matriz Nossa Senhora do Desterro, na rua Senador Fonseca 830.
O Carmelo em construção

No mesmo ano de 1950 teve início a construção do Mosteiro no bairro do Anhangabaú tendo em 28 de outubro de 1951 sido inaugurada a primeira ala do Mosteiro com a presença de D. Paulo Rolim Loureiro, então Bispo Auxiliar de São Paulo.


Em 17 de setembro de 1955 deu-se início à construção da Capela e das três alas restantes, que foram inauguradas em  15 de outubro de 1957.

Vale lembrar que a palavra "carmelo" significa jardim, e que um mosteiro ou convento carmelita é usualmente chamado Carmelo.

Mais informações sobre o Carmelo São José podem ser obtidas aqui.

A fachada do Carmelo na atualidade



domingo, 26 de janeiro de 2025

COMO OBTER INDULGÊNCIAS NO JUBILEU 2025


O Jubileu de 2025 é um ano especial para a Igreja Católica, marcado por um tempo de graça e perdão. 

Durante esse período, os fiéis têm a oportunidade de obter indulgências, que são o cancelamento, em virtude de Cristo, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa.

Mas afinal, como obter essas indulgências?

A forma de obter indulgências no Jubileu de 2025 pode variar um pouco dependendo da diocese; no entanto, de forma geral, as indulgências podem ser obtidas através de:

Peregrinações: ao visitar lugares sagrados designados como destinos jubilares, os fiéis podem ganhar indulgências. 

Os locais de peregrinação para obter indulgências na Diocese de Jundiaí no ano jubilar de 2025 são:

· Catedral Diocesana Nossa Senhora do Desterro

· Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida

· Santuário Nacional do Sagrado Coração de Jesus

· Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus de Pirapora

· Matriz de Sant´Ana (Sant´Ana do Parnaíba)

Participação em celebrações: a participação em missas, celebrações da Palavra de Deus, Via Sacra, Santo Rosário e outras devoções em locais sagrados também pode proporcionar a obtenção da indulgência.

Realização de obras de caridade: ajudar os necessitados, visitar doentes ou doar para instituições de caridade, contribui para a obtenção da indulgência.

Sacramento da Reconciliação: a confissão sacramental é um elemento fundamental para a obtenção da indulgência plena.

As condições para obter a indulgência são:

Estado de graça: é necessário estar em estado de graça, ou seja, livre de pecado mortal.
Confissão sacramental: a confissão dos pecados é um requisito essencial.
Comunhão eucarística: a participação na Santa Missa e a comunhão eucarística são exigidas.
Oração pelas intenções do Papa: é importante rezar pelas intenções do Papa.

É oportuno ressaltar que:
A indulgência não perdoa os pecados:  ela apenas cancela a pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa.
A indulgência é um dom da Igreja: é um presente de Deus, concedido através da Igreja, aos fiéis que se dispõem a viver a fé de forma mais profunda.
Lembre-se: o Jubileu é um momento especial para aprofundar a sua fé e se aproximar de Deus. 
Aproveite essa oportunidade para viver uma experiência espiritual profunda e enriquecedora!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


No passado, pertencíamos à Paroquia de Vila Arens, que foi criada em 1922 - anteriormente, todo o território de Jundiaí estava ligado à Paróquia Nossa Senhora do Desterro. 

No dia 11 de dezembro de 1922 chegaram a Jundiaí os primeiros padres Salvatorianos, Vicente Hirschle e Eucário Merker. O pároco de Jundiaí era o Cônego Higino de Campos, que havia pedido a eles que assumissem a capela do bairro de Vila Arens, a Capela de Santa Cruz, localizada onde hoje fica a Praça Quintino Bocaiúva, popularmente conhecida como “Largo da Feira”. Nas fotos  acima, feitas em 1927, aparecem a Capela e o prédio,  hoje ocupado pelo Colégio Divino Salvador; à frente do mesmo aparece um terreno desmatado onde seria construída a nova igreja.  Essas fotos foram colorizadas por Sergio Borin.

No mesmo ano, em 23/12/1922, o arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, criou oficialmente a Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Vila Arens. O Decreto de criação da Paróquia indica a origem do título: “Porque os Padres Salvatorianos, aos quais seria confiada a Paróquia, “vieram no octavário da festa da Imaculada Conceição”.

No dia 14/01/1923, o Cônego Higino de Campos, promulgava solenemente o referido decreto e no dia 21/01/1923, acontecia a solene instalação da nova Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Vila Arens e a posse de seu primeiro Pároco, Pe. Vicente Hirschle e do Vigário Paroquial Pe. Eucário Merker.

No dia 9 de setembro de 1923, foi assinada, no Cartório do 1º Ofício de Jundiaí, a escritura do terreno para a construção da nova matriz, doado pela Companhia de Fiação e Tecidos São Bento à Mitra Arquidiocesana de São Paulo. Aos 14 de Agosto de 1927, era lançada a primeira pedra da futura Matriz; a foto acima mostra-a em construção. 

Finalmente, no dia 28/01/1934 dava-se a inauguração da nova e atual Igreja Matriz de Vila Arens. Em seu interior, destacam-se as pinturas do artista sacro Bruno De Giusti, que, na década de 70, pintou a parte interna da igreja. Nas pinturas, estão retratadas pessoas ligadas à paróquia.

A igreja tem um órgão alemão e um carrilhão de 4 sinos, um dos quais é um dos maiores da América Latina. Vale lembrar que em 1957 a igreja foi atingida por um grande incêndio e que a Paróquia continua administrada pelos Padres Salvatorianos, que tão grandes serviços prestam à nossa comunidade. 


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O MONGE CEGO E PARALÍTICO QUE COMPÔS A "SALVE RAINHA"

Hermann von Reichenau nasceu na Alemanha no ano de 1013, era filho do Conde de Altshausen.

Nasceu muito frágil, com fenda palatina (lábio leporino),  paralisia cerebral, raquitismo e espinha bífida, uma má formação que o deixou paralítico desde o nascimento. Sua infância foi extremamente difícil, mas seus pais sempre quiseram o melhor para ele - aos sete anos de idade o colocaram em um mosteiro beneditino, onde seria educado e criado; aos 20 anos tornou-se monge. 

Hermann cresceu no mosteiro e, rapidamente descobriu que, apesar de seu corpo estar paralisado, sua mente funcionava extraordinariamente bem. Ele se transformou em um estudioso da astronomia, teologia, matemática, história e poesia. Também era um mestre dos idiomas e chegou a falar árabe, grego e latim, além de sua língua mãe. Foi mestre dos noviços de seu convento.

Mas era ainda mais notável pela sua gentil disposição e por sua devota vida interior. Era muito alegre e apesar dos seus problemas físicos, sempre sorria. 

Mais tarde, ficou cego. Foi então quando começou a compor. Sua mente e seu coração ardiam com o amor de Deus, o que o inspirou a criar alguns dos hinos e orações mais conhecidos de todos os tempos. 

Em particular, Hermann compôs a  Salve Regina (Salve Rainha) e Alma Redemptoris Mater (Mãe Amorosa do Redentor). Ambas estão na Liturgia das Horas da Igreja. A Salve Rainha, particularmente, é uma das orações marianas mais conhecidas da Igreja Católica.
Faleceu em 1054, tendo sido beatificado em 1863.

Homenageemos esse exemplo de vida e santidade lembrando a Salve Rainha em latim e em português: 
Latim
Salve, Regina, mater misericordiae!

Vita, dulcedo et spes nostra, salve!

Ad te clamamus, exsules filii Evae.

Ad te suspiramus, gementes et flentes

in hac lacrimarum valle.

Eia, ergo, advocata nostra,

illos tuos misericordes oculos

ad nos converte.

Et Iesum, benedictum fructum ventris tui,

nobis post hoc exsilium ostende.

O clemens! O pia! O dulcis Virgo Maria.

Ora pro nobis, Sancta Dei Genetrix,

ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Amen.



    Português

Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia!

Vida, doçura e esperança nossa, salve!

A vós bradamos, os degredados filhos de Eva;

a vós suspiramos, gemendo e chorando

neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa,

Esses vossos olhos misericordiosos

a nós volvei

e, depois desse desterro,

mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.

Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amém.

domingo, 11 de agosto de 2019

NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS

Nossa Senhora Desatadora dos Nós é um dos títulos dados à Virgem Maria; Ela começou a ser chamada assim na Alemanha, por volta do ano 1700.

Naquele tempo, o pároco da capela de St. Peter, na cidade de Augsburg, encomendou um quadro de Nossa Senhora ao pintor Johann Georg Melchior Schmidtner (1625 - 1705). O pintor era um cristão fervoroso e conhecedor profundo dos textos sagrados. Por isso, antes de pintar o quadro, ele foi buscar inspiração nas palavras de Santo Irineu, Bispo de Lyon, que viveu no Século III; ele encontrou um texto que diz: Eva atou o nó da desgraça para o gênero humano; Maria por sua obediência o desatou.

Em função das palavras de Santo Irineu, Johann Schmittdner concebeu um quadro onde Nossa Senhora é representada como a Imaculada Conceição e aparece entre o céu e a terra. Acima dela, o Espírito Santo derrama suas luzes. Ao redor de sua cabeça, 12 estrelas, lembrando o texto de Apocalipse. Do lado esquerdo da Virgem um anjo aparece e entrega-lhe uma fita com nós grandes e pequenos, separados e juntos. Estes nós simbolizam o pecado original e nossos pecados cotidianos, que  causam problemas, nos levam para longe de Deus e nos impedem que Sua graça  frutifique em nossas vidas. Do lado direito das mãos de Maria, a fita aparece sem nós e desce  até às mãos de outro anjo, mostrando que Maria está desatando os nós. Simboliza a vida nova mergulhada em Deus e na sua misericórdia e o poder libertador das mãos de Maria.

Na parte debaixo da Virgem Maria, há um anjo, um homem e um cachorro dirigindo-se a uma igreja. Isso parece ser uma referência ao livro de Tobias; nessa passagem,  Tobias enfrenta uma longa e penosa viagem procurando a cura de seu pai que ficara cego. Na viagem, ele conhece Sara que já tinha sido casada sete vezes, mas sempre na noite de núpcias, seus maridos morriam por causa de um demônio.

Através da oração, do jejum, da ajuda do Arcanjo Rafael e do poder de Deus, Tobias liberta Sara dessa maldição e casa-se com ela. Depois volta à casa de seu pai com um remédio que o Anjo Rafael lhe mandara preparar e o pai fica curado. Isto significa que para que dois corações venham a se encontrar, é preciso desatar primeiro os nós. E assim é a imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós: rica de mensagens, simbolismos e profundidade teológica.

Desde que o quadro foi colocado na capela de Augsburg (foto ao lado), Nossa Senhora Desatadora dos Nós é invocada como a Mãe que desata os nós do pecado e dos problemas que nos prendem. O quadro está lá até hoje e a capela é cuidada pelos jesuítas. Na Alemanha, Ela é conhecida como Maria Knotenlöserin (do alemão knot, “nó”, e löser, “desatar”) e é a padroeira da Bavária.

O quadro de Nossa Senhora Desatadora dos Nós rapidamente se tornou objeto de devoção,  primeiramente em Augsburg. Logo, notícias de graças recebidas através da oração a Nossa Senhora Desatadora dos Nós se espalharam e a devoção se espalhou pelo mundo. E onde quer que se leve a devoção, as graças acontecem. 

Nossa Senhora Desatadora dos Nós é celebrada   em 15 de Agosto, assim como Nossa Senhora do Desterro, padroeira de nossa cidade.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

DOM AMARO: UMA VIDA DEDICADA A DEUS E AOS POBRES

Nascido na Alemanha em 1892, Oscar
Bodenmuller – ou Dom Amaro, como, mais tarde, se tornou conhecido, chegou ao Brasil em 1908, trazido por Dom Pedro Roeser - fez sua iniciação como noviço no Mosteiro da Ordem de São Bento, na Paraíba.

Desenvolveu intensa atividade intelectual, escrevendo e lecionando temas como Filosofia, Teologia, Direito Canônico, Arqueologia e Arte Sacra.
 
Vindo para Jundiaí em 1933, aqui viveu durante 45 anos, trabalhando ao lado do abade Dom Pedro Roeser, a quem, sucedeu como abade do Mosteiro de São Bento.

Em nossa cidade, além da intensa atividade pastoral, concretizou a fundação da Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro.

Na sede dessa instituição, no dia 13 de setembro de 1978, celebrou uma missa pela passagem do 64º aniversário de sua ordenação sacerdotal, vindo a falecer naquele mesmo dia.

Seu corpo está sepultado no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

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quarta-feira, 8 de maio de 2024

DOM AMARO, UMA VIDA DEDICADA A DEUS

 Nascido no sul da  Alemanha em 1º/1/1892,   Oscar Bodenmuller – ou Dom Amaro, como, mais tarde, se tornou conhecido – iniciou seus estudos na cidade de Leutkirch.


Em 1908, trazido ao Brasil por Dom Pedro Roeser, fez sua iniciação como noviço no Mosteiro da Ordem de São Bento, na Paraíba.

Em 1910, realizou sua primeira profissão religiosa, adotando o nome de Amaro e passando a ser chamado Frater (irmão) Amaro. 

Em 1913 completou seus estudos de Filosofia e Teologia, licenciando-se também em Direito Canônico. 

Ainda no Nordeste, lecionou Arqueologia e Arte Sacra no Seminário Arquidiocesano de Olinda. 

Vindo para Jundiaí em 1933, atuou junto à Congregação Beneditina durante 45 anos, desenvolvendo vários trabalhos ao lado do abade 
Dom Pedro Roeser, a quem sucedeu como superior do Mosteiro de São Bento. 

Foi, também, secretário da Catholica Unio do Brasil, uma organização de apoio à Igreja Oriental.

Em nossa cidade, além da intensa atividade pastoral, concretizou a fundação da Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro.

terça-feira, 21 de abril de 2026

SANTUÁRIO SÃO JOSÉ, ALTO PIQUIRI E SANTUÁRIO SCHOENSTATT, LONDRINA: UMA JORNADA DE FÉ E RENOVAÇÃO

Padre Mario e Diácono Marcelo
Após quinze horas de estrada, o esgotamento físico dissipou-se diante do despertar da alma ao alcançarmos Alto Piquiri, no Paraná. O Santuário São José, cujo reitor é Padre Mário Sartori Jr., revelou-se um oásis de ordem e serenidade.

Ali, cinco mil pessoas peregrinaram pelas capelas, testemunhando que a verdadeira fé ignora o cansaço e floresce na entrega absoluta.

A jornada pelas capelas de Nossa Senhora Aparecida, Santo Antônio, Nossa Senhora da Penha e São Judas Tadeu funcionou como uma escada de devoção. Cada pregação era um degrau que nos conduzia ao ápice: uma Santa Missa de três horas que desafiou a tirania do relógio.

Padre Rafael Guglielmin de Godoy
Concelebrada pelo Padre Antônio Murilo Macedo da Luz (atualmente em missão na Amazônia) e Padre Rafael Guglielmin de Godoy, da Catedral Nossa Senhora do Desterro, nosso diretor espiritual de jornada, além da participação do Diácono Claudio Marcelo de Sousa, do Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida,  nosso companheiro de viagem, a liturgia transformou-se em um clamor vibrante. 

Em uníssono, as vozes ergueram-se num grito: “São José, filho de Davi, intercedei a Deus por mim”.

Vivendo o 3º Domingo da Páscoa e iluminados pela passagem de Emaús (Lucas 24:13-35), compreendemos que jamais caminhamos sós. 

A experiência no Santuário não foi um evento isolado, mas um reencontro que incendiou o coração, tal qual ocorreu com os discípulos na estrada bíblica.

No link a seguir acesso à Missa do Impossível, da qual participamos: https://www.youtube.com/live/oCOMbxfufgU?si=vTl614DUNTqXt6i1

Ao deixarmos Alto Piquiri, trouxemos conosco a certeza de que o Mestre caminha ao nosso lado, transfigurando o cansaço da estrada na força necessária para o seguimento.

Peregrinos
Santuário de Schoenstatt 
Londrina
20/abril/2026
O regresso reservou-nos uma parada em Londrina, no Santuário de Schoenstatt – Tabor Esmagadora da Serpente. 

Lá fomos agraciados com o dom da Indulgência Plenária, concedida pelo Papa por ocasião do Centenário do Instituto Schoenstatt, estendida aos santuários e capelas sob sua responsabilidade.

Para conhecer um pouco sobre sobre o Santuário, link disponível em https://www.schoenstattlondrina.com.br/

Ao final, compreendemos que esta jornada não se mediu pelos cerca de 2.000 quilômetros rodados, mas pela distância percorrida para dentro de nós mesmos.

Voltamos para casa não como turistas, mas como peregrinos que viveram uma experiência renovadora.

Tudo isso só foi possível graças à excelência e dedicação da Totus Tur Viagens, que não mediu esforços para transformar cada quilômetro em um verdadeiro momento de graça e profunda renovação da fé.

Peregrinos, Padre Mário no Santuário São José
Peregrinos e Padre Mario Augusto Sartori Jr
Santuário São José - Alto Piquiri, PR
19/abril/2026