terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

UMA IGREJA MUITO ESPECIAL: A BASÍLICA DE SANTO AGOSTINHO, EM ROMA


A Basílica foi construída no século XV,  situando-se no mesmo local em que existiu a antiga igreja de São Trifão. Sua fachada foi construída com mármore retirado das ruínas do Coliseu. 

Sua ornamentação interior está dominada por temas ligados às mulheres. Em primeiro lugar, a Virgem, venerada como “Nossa Senhora do Parto”, cujo culto se estabeleceu em 1820, após o voto de um jovem trabalhador, cuja esposa teve uma gravidez de risco.

Desde então, velas são acesas – em pedidos de graças – em frente à estátua.

Em 1822, o Papa Pio VII concedeu indulgências àqueles que rezassem para Nossa Senhora e beijassem os pés da estátua. Logo, os pés se desgastaram e foram substituídos por pés de prata.

Na Basílica estão os restos mortais de Santa Mônica, uma mãe que consumiu sua vida orando e trabalhando pela conversão de seu filho, Agostinho, um dos maiores santos da Igreja e a quem a Basílica é dedicada.

Há nela também a “Madonna dei Pellegrini”, uma das obras-primas mais conhecidas e admiradas, pintada entre 1604 e 1606 por Caravaggio - ela representa a Virgem Maria com Jesus ao colo, aparecendo a dois peregrinos.

Veja um pouco mais sobre a Basílica neste vídeo

Peregrinos de nosso Santuário visitaram a Basílica em 2019.

Uma curiosidade: no passado, a igreja era a única, em Roma, a permitir a entrada de prostitutas - não nos esqueçamos do que está em Lucas 5, 32: Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores.

Mais fotos da Basílica podem ser vistas aqui.


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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

INSTITUÍDO O DIA MUNDIAL DOS AVÓS E DOS IDOSOS

O Papa Francisco anunciou a instituição do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrado 
no quarto domingo de julho.

O Santo Padre explicou que o objetivo deste Dia Mundial é promover o encontro entre as gerações, para “conservar as raízes e transmitir”. Recordou também que   em 2 de fevereiro, “celebraremos a festa da Apresentação de Jesus no Templo, quando Simeão e Ana, ambos idosos, iluminados pelo Espírito Santo, reconheceram Jesus como o Messias”.

Observou que   os avós são o elo entre as diferentes gerações, para transmitir aos jovens a experiência da vida e da fé”, lamentando  que “os avós tantas vezes são esquecidos e que esquecemos esta riqueza de conservar as raízes e transmitir”.

Por isso, afirmou, “decidi instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que passará a ser celebrado no quarto domingo de julho, próximo à festa dos Santos Joaquim e Ana, os avós de Jesus, pais de Maria".

“É importante que os avós se encontrem com os netos e que os netos se encontrem com os avós, porque - como diz o profeta Joel - os avós diante dos netos sonharão, e os jovens, tomando força dos avós, seguirão adiante, profetizarão.

Fontes do Vaticano disseram que “o cuidado pastoral dos idosos é uma prioridade que não pode mais ser adiada, para cada comunidade cristã. Na encíclica Fratelli tutti, o Santo Padre nos recorda que ninguém se salva sozinho. Nesta perspectiva, é necessário valorizar a riqueza espiritual e humana que foi transmitida através das gerações”.

No próximo dia 26 de julho, festa de São Joaquim e Santa Ana, o Santo Padre convidou “os jovens a fazer um gesto de ternura para com os idosos, sobretudo os mais solitários, nos lares e residências, aqueles que não veem seus entes queridos há tantos meses".

Na ocasião, o Papa convidou a não deixar os avós sozinhos e lembrou às gerações mais novas que os mais velhos “são suas raízes. Uma árvore separada de suas raízes não cresce, não dá flores e frutos. É por isso que a união com suas raízes é importante”.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

MUITOS SANTOS JOGAVAM XADREZ

O jogo de xadrez está vivendo um grande aumento de popularidade, graças a produções recentes, como a série O Gambito da Rainha, da Netflix, que tem atraído milhões de espectadores.

De fato, o jogo exige a paciência de um santo. Mas poucos homens e mulheres santos da Igreja foram exímios jogadores - falamos de alguns deles a seguir: 

São Tomás Becket: foi arcebispo de Canterbury, na Inglaterra, no século 12. Ele costumava jogar xadrez com seu melhor amigo, o rei Henrique II. Os dois discordavam sobre os direitos e privilégios da Igreja, o que levou ao seu assassinato por nobres que pretendiam agradar ao Rei, que acabou por fazer uma penitência pública no túmulo de Becket.

São Carlos Borromeu: este cardeal italiano era um jogador perspicaz a quem uma vez perguntaram: "Eminência, se lhe dissessem que estava para morrer, o que diria?" Ele respondeu: "Preciso terminar este jogo. Comecei para a glória de Deus e devo terminá-lo com a mesma intenção."
 
São Francisco Xavier: este missionário do século 16 desempenhou um papel fundamental na divulgação do cristianismo na Índia, no Japão e no arquipélago malaio. O jesuíta era um entusiasta do xadrez e costumava jogar na casa de amigos. Durante sua vida como missionário, também foi visto jogando xadrez com soldados - ele fora militar.

São João Paulo II: era um grande fã de xadrez. Em 1999, recebeu o título de "Grande Comandante da Legião de Grandes Mestres", concedido pela Federação Internacional de Xadrez. Os maiores jogadores do mundo recebem o título de "Grande Mestre".

Santa Teresa D'Ávila: embora  não fosse uma jogadora, o xadrez desempenhou um papel importante em sua vida. Em seu livro  “Caminho da Perfeição” faz inúmeras referências ao jogo, usando-as para esclarecer os leitores acerca de pontos complexos. Esse uso do jogo fez com que ela passasse a ser considerada a padroeira do jogo e de seus jogadores, os enxadristas. 

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

MODIFICADO O RITO DE IMPOSIÇÃO DAS CINZAS EM TEMPO DE PANDEMIA

A situação de saúde causada pela pandemia continua exigindo uma série de atenções, também na liturgia. 

Tendo em vista o início da Quaresma deste ano, na quarta-feira 17 de fevereiro, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou em seu site as disposições a serem seguidas pelos celebrantes no rito de imposição das Cinzas.

“Feita a oração de bênção das cinzas e depois de as ter aspergido com água benta sem dizer nada – diz a nota -, o sacerdote, voltado para os presentes, diz uma só vez para todos a fórmula que se encontra no Missal Romano: ‘Convertei-vos e acreditai no Evangelho’  ou ‘Lembra-te que és pó da terra e à terra voltarás’.”

Depois, prossegue a nota da Congregação, “o sacerdote lava as mãos, coloca a máscara protegendo o nariz e a boca, e impõe as cinzas a todos os presentes que se aproximam dele, ou, se for mais conveniente, aproxima-se ele do lugar daqueles que estão de pé. O sacerdote pega nas cinzas e deixa-as cair sobre a cabeça de cada um, sem dizer nada”.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

PEDRA COM INSCRIÇÃO MARIANA DE 1.400 ANOS É ENCONTRADA EM ISRAEL

Uma pedra, com uma inscrição de 1.400 anos foi achada  no Parque Nacional Nitzana, que fica em Israel,  perto da fronteira com o Egito. 

A inscrição, em grego antigo, diz “Abençoada Maria, que viveu uma vida imaculada“. A pedra tem  25 centímetros de diâmetro e fazia parte da lápide de uma mulher que viveu naquela região. 

A pedra  recém-encontrada é mais uma das muitas demonstrações históricas da veneração cristã a Nossa Senhora, enfatizando especialmente o seu aspecto imaculado, ou seja, sem a mancha do pecado.

Além disso, como objeto arqueológico, ela pode ajudar os pesquisadores a identificarem melhor os limites dos cemitérios cristãos da região, o que contribui para melhor conhecimento acerca da vida dos cristãos da época. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

SÃO LUIS: UM SANTO QUE FOI UM GRANDE REI

São Luís nasceu na França em 1214, filho 
do rei Luís VIII e da rainha Branca de Castela. Tornou-se rei aos 12 anos, com a morte do pai; sua mãe foi a regente até que chegasse à maioridade, quando assumiu o governo como Luís IX. 

Teve muitos problemas como governante - uma longa guerra contra a Inglaterra e revoltas dos nobres, que desejavam poder absoluto, sem subordinação ao rei; teve sucesso, conseguindo resolver esses problemas.

Foi um rei reformador e lançou as bases da justiça real francesa, na qual o rei era o juiz supremo, a quem qualquer pessoa podia apelar quando se jugasse injustiçada, e introduziu o conceito de presunção de inocência nos processos criminais - os acusados passaram a ser considerados inocentes até que houvesse provas em contrário. 

Era admirado por seus súditos e por toda a Europa como um rei extremamente justo. Chegava a ficar várias vezes na semana sob um carvalho no Castelo de Vincennes ouvindo os apelos e pedidos de seus súditos de todas as classes.

Suas ações foram inspiradas nos valores cristãos, sendo ele um homem extremamente devoto da fé católica, punindo a blasfêmia, jogos de azar, juros extorsivos e prostituição. Construiu inúmeros hospitais, leprosários, orfanatos e escolas e era famoso pela sua caridade e cuidado com os pobres e doentes.

Casou-se com a rainha Margarida da Provença em 1234 e com ela teve onze filhos, dentre os quais o rei Filipe III, que o sucedeu.

Os descendentes de São Luís chegaram a quase todos os tronos da Europa e América - os imperadores brasileiros dele descendiam, assim como todos os atuais monarcas europeus.

Em todas as épocas posteriores da história da França, marcada por conflitos, guerras e revoluções, seu governo foi lembrado com nostalgia pelos franceses que usavam as expressões "o bom tempo de meu senhor São Luís" ou como o "século de ouro de São Luís", deixando uma imagem imensamente positiva aos olhos da história e do imaginário popular francês.

Buscando resgatar os lugares santos, participou da 7ª Cruzada; nela sofreu uma derrota militar e ficou preso durante 5 anos ; depois de solto empenhou-se na 8ª Cruzada, durante a qual adoeceu (tifo ou escorbuto) e morreu no norte da África em 25 de agosto de 1270. A imagem ao lado é uma gravura de Gustave Doré que mostra seu aprisionamento.

Foi canonizado pelo Papa Bonifácio VIII em 1297; é lembrado no dia 25 de agosto.

No Brasil, é o padroeiro da Arquidiocese de São Luís do Maranhão.

domingo, 6 de dezembro de 2020

SÃO DAMIÃO DE MOLOKAI: DEU A VIDA PELOS LEPROSOS

O padre Josef de Veuster-Wouters foi canonizado em 11 de outubro de 2009, passando a ser chamado São Damião de Molokai.

Nasceu em 3 de janeiro de 1840, numa pequena cidade ao norte de Bruxelas, na Bélgica. Aos 19 anos entrou para a Ordem dos Padres do Sagrado Coração e tomou o nome de Damião.

A vida de Damião começou a mudar quando completou 21 anos de idade e estudava em um seminário em Paris. Um bispo do Havaí, arquipélago do Pacífico, estava em Paris, buscando missionários para sua diocese. 

O bispo expunha os problemas daquela região e falava dos doentes de lepra, que eram confinados em uma ilha chamada Molokai - na época, a doença era incurável.

Damião logo se colocou à disposição para ir como missionário à ilha. Ainda não fora ordenado, mas estava disposto a insistir que o aceitassem na missão rumo a Molokai.

Escreveu ao superior da Ordem, que, inspirado por Deus, permitiu a sua partida. Assim, em 1863 Damião embarcava para o Havaí, logo após ser ordenado.

Chegando ao Havai, Damião logo se dirigiu a Molokai, junto com outros três missionários. A situação era terrível, os leprosos não tinham como trabalhar, roubavam uns dos outros e matavam-se por um punhado de arroz.

Naquele local o padre imediatamente começou a trabalhar: recuperou o cemitério, com frequência ia à capital, comprar faixas, remédios, lençóis e roupas para todos. Nesse meio tempo, escrevia para os jornais, falando dos horrores da ilha de Molokai. 

Essas notícias se espalharam e abalaram o mundo, e alguma ajuda começou a surgir - um médico que contraíra a lepra ouviu falar de Damião e viajou para a ilha a fim de ajudar.

No tempo que passou na ilha, Damião construiu uma igrejinha de alvenaria, onde passou a celebrar as missas - a foto ao lado, de 1870, mostra-o com as crianças do coro da igrejinha. 

Também construiu um pequeno hospital, onde, ele e o médico cuidavam dos doentes mais graves. Dois aquedutos completavam a estrutura sanitária tão necessária à vida daquele povoado.

Porém a obra de Damião abrangeu algo mais do que a melhoria física do local, ele trouxe nova esperança e alívio para os doentes. Já era chamado apóstolo dos leprosos.

Numa noite de 1885, Damião colocou o pé esquerdo numa bacia com água muito quente. Percebeu que tinha contraído a lepra, pois não sentiu dor alguma - a lepra torna partes do corpo insensíveis. Haviam passado cerca de dez anos desde que ele chegou à ilha e, milagrosamente, não havia contraído a doença até então. Com o passar do tempo, a doença o tomou por inteiro.

O doutor já havia morrido quando, em 15 de abril de 1889, padre Damião morreu. Em 1936, seu corpo foi transladado para a Bélgica, onde recebeu os solenes funerais de Estado. 

Um verdadeiro exemplo de fé, caridade e amor ao próximo!

Em 2005, o Padre Damião foi eleito o "maior belga de todos os tempos" numa votação organizada pela televisão do pais.